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Mortalidade infantil no Brasil: o que dizem os dados?

30/03/2026
Mortalidade infantil no Brasil: o que dizem os dados?

A taxa de mortalidade infantil no Brasil ficou em 12,6 óbitos por mil nascidos vivos em 2024. Já a mortalidade na infância, que considera crianças de até 5 anos, ficou em 14,9 por mil. Os dados foram compilados pelo Cenário da Infância e Adolescência no Brasil 2026, publicação da Fundação Abrinq. 

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O que é a taxa de mortalidade infantil? 

A taxa de mortalidade infantil mede o número de óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida para cada mil nascidos vivos. É um dos principais indicadores de saúde pública porque reflete, ao mesmo tempo, a qualidade do pré-natal, o acesso a serviços de saúde, as condições de moradia e saneamento e a renda das famílias. 

Qual é a taxa de mortalidade infantil no Brasil? 

Em 2024, a taxa de mortalidade infantil no Brasil foi de 12,6 óbitos por mil nascidos vivos. O número repete o resultado de 2022 e 2023 e interrompe a trajetória de queda que o país registrava há décadas. Em 2020, a taxa havia chegado a 11,5, o menor patamar da série histórica analisada. Desde então, os indicadores subiram e não retornaram ao nível mais baixo. 

Taxa de mortalidade infantil por região no Brasil 

Em 2024, os números por região foram: 

Região Norte: 15,7 por mil nascidos vivos; 

Região Nordeste: 13,5 por mil nascidos vivos; 

Região Centro-Oeste: 12,6 por mil nascidos vivos; 

Região Sudeste: 11,7 por mil nascidos vivos; 

Região Sul: 10,4 por mil nascidos vivos. 

Por que a mortalidade infantil parou de cair? 

A mortalidade infantil está diretamente ligada ao acesso à atenção primária de saúde, à qualidade do pré-natal e às condições gerais de vida das famílias. Quando o indicador deixa de cair, pode sinalizar dificuldades na capacidade do sistema de saúde de alcançar as crianças mais vulneráveis. 

A taxa de crianças com baixo peso ao nascer segue elevada 

Os dados de mortalidade infantil se somam a outro indicador retratado na publicação: em 2024, 9,5% dos bebês brasileiros nasceram com menos de 2,5 quilos, o maior percentual já registrado nos últimos anos. Em 2015, essa proporção era de 8,4%. 

O baixo peso ao nascer está associado às condições de saúde materna, à regularidade do pré-natal e à insegurança alimentar. Bebês que nascem abaixo do peso têm maior risco de complicações no desenvolvimento e maior vulnerabilidade a doenças, fatores que contribuem para elevar os índices de mortalidade infantil. 

Como a Fundação Abrinq atua no tema

A Fundação Abrinq desenvolve o Programa 1000 Dias, iniciativa que atua desde a gestação até os 2 anos de idade da criança. O foco é garantir condições para o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional dos bebês, com suporte a gestantes e famílias em situação de vulnerabilidade social. 

O programa oferece formações para profissionais de saúde, equipes de educação infantil e de assistência social, com o objetivo de gerar impactos duradouros na vida das crianças e contribuir para a redução da mortalidade infantil e a promoção de uma infância mais saudável. 

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