O ciclo 2026-2027 do Programa Nossas Crianças, da Fundação Abrinq, que conta com o apoio da Fundação Rainer Blickle, reúne organizações da sociedade civil que atuam na promoção e na defesa dos direitos de crianças e adolescentes em contextos de vulnerabilidade social em diferentes regiões do Brasil. Entre os eixos apoiados pela organização, o enfrentamento à violência doméstica e sexual contempla iniciativas voltadas à prevenção, à identificação e ao acompanhamento de situações de violência contra crianças e adolescentes, fortalecendo estratégias de proteção construídas em diálogo com os territórios e suas comunidades.
As organizações conveniadas foram selecionadas a partir de um processo de análise técnica das propostas apresentadas, considerando critérios como experiência institucional, atuação junto às comunidades atendidas e capacidade de articulação com a rede de proteção local. Ao longo do ciclo, os projetos recebem apoio financeiro, acompanhamento técnico e participarão de espaços formativos e de troca de experiências promovidos pela Fundação Abrinq.
Mesmo vivendo diferentes realidades, as organizações apoiadas enfrentam desafios relacionados à violência doméstica e sexual, à fragilidade dos vínculos familiares, à evasão escolar, à desigualdade social e às limitações no acesso a serviços públicos essenciais.
Conheça as organizações conveniadas neste eixo:
Associação Santo Dias
Projeto Raízes da Proteção
Em Fortaleza - CE, a organização realiza o projeto Raízes da Proteção, direcionado a 100 crianças de 7 a 10 anos residentes nos bairros Jangurussu, Ancuri e Santa Maria. O território enfrenta desafios relacionados à violência doméstica e sexual, evasão escolar, fragilidade dos vínculos familiares e comunitários e presença constante de conflitos ligados à disputa entre facções criminosas.
A proposta do projeto é fortalecer ações preventivas e promover espaços de proteção para as crianças atendidas. Entre as atividades desenvolvidas estão oficinas socioeducativas, rodas de conversa, atendimentos individuais e encontros mensais com as famílias para debater temas como comunicação não violenta, proteção e parentalidade positiva.
A parceria com a Fundação Abrinq possibilita a implantação de novas oficinas de artes plásticas e contação de histórias, além da contratação de um psicólogo e de um arte-educador para ampliar o acompanhamento psicossocial das crianças e suas famílias.
Mais do que realizar o investimento financeiro necessário para a execução das ações, a Fundação Abrinq também oferece suporte organizacional e acompanhamento técnico, o que tem contribuído diretamente para o fortalecimento institucional da nossa equipe. Esse cuidado e proximidade fazem toda a diferença no dia a dia do projeto, pois nos sentimos mais preparados, seguros e fortalecidos tecnicamente para desenvolver um trabalho de qualidade junto às crianças, adolescentes e famílias atendidas."
Celmária Simão, coordenadora da Associação Santo Dias.
Associação PEB – Projeto Educa Basquete
Projeto Educa Basquete

No município de Serra - ES, o projeto Educa Basquete atenderá 100 crianças e adolescentes de 6 a 15 anos em um contexto marcado pelos altos índices de violência e criminalidade. Dados recentes da Polícia Militar e da Polícia Civil apontam a gravidade das violações envolvendo crianças e adolescentes no município, considerado um dos mais violentos do país segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.
O projeto utiliza o esporte como ferramenta de convivência, fortalecimento de vínculos e promoção de direitos. As atividades incluem oficinas de basquete, futebol e vôlei, além de rodas de conversa, atendimentos individuais e acompanhamento familiar por meio de visitas domiciliares.
Com o apoio da Fundação Abrinq, a iniciativa pretende ampliar sua atuação com a oferta de uma oficina de jiu-jitsu voltada ao desenvolvimento da disciplina, concentração e defesa pessoal. A associação também trabalha para fortalecer a articulação com a rede de proteção local para identificação e acompanhamento de casos de violência doméstica e sexual.
Associação Mão Amiga
Projeto Infância Amiga
Em Caxias do Sul - RS, a organização desenvolve o projeto Infância Amiga, voltado a 200 crianças e adolescentes de 6 a 15 anos que vivem em um território marcado por vulnerabilidades sociais, moradias irregulares, ausência de saneamento básico e exposição à violência doméstica e ao tráfico de drogas. Segundo dados do Centro de Referência de Assistência Social, grande parte das famílias atendidas é beneficiária de programas de transferência de renda, sendo a maioria chefiada por mulheres.
As atividades do projeto incluem oficinas socioeducativas e culturais, com a ampliação das ações por meio da oferta de novas oficinas de artes e teatro. A iniciativa também prevê rodas de conversa, atendimentos individuais e encontros quinzenais com as famílias, fortalecendo espaços de diálogo e escuta qualificada conduzidos por profissionais especializados.
Com a parceria com a Fundação Abrinq, o projeto contará com a contratação de um psicólogo e de um arte-educador, além da ampliação do acompanhamento familiar por meio de visitas domiciliares e da participação ativa nos estudos de caso promovidos pela rede de proteção do município.
Grupo Comunitário Semente da Esperança
Projeto Viver em Paz

Em São Luís - MA, o projeto Viver em Paz atenderá 250 crianças e adolescentes de 4 a 18 anos da região da Vila dos Frades, no bairro do Coroadinho, uma das maiores áreas periféricas da capital maranhense. O território é marcado por desigualdades sociais, vulnerabilidade econômica e altos índices de violência doméstica, sexual e urbana.
A proposta do projeto combina atividades culturais, educativas e comunitárias voltadas à promoção da cultura de paz e ao fortalecimento da rede de proteção local. Entre as ações previstas estão oficinas temáticas sobre direitos e proteção, apresentações culturais, sessões de cinema educativo, jogos cooperativos e produção de materiais informativos sobre prevenção às violências e canais de denúncia.
A parceria com a Fundação Abrinq permitirá a criação do “Círculo da Paz”, espaço permanente de diálogo e escuta ativa para crianças e adolescentes, além da realização de encontros intergeracionais envolvendo pais, filhos e avós. O projeto também prevê a criação de um comitê local de articulação com representantes da assistência social, saúde, educação e conselho tutelar.
“A oportunidade de estarmos em parceria com a Fundação Abrinq tem ampliado a visibilidade de nossas ações, permitindo alcançar pessoas que precisam desse apoio e acolhimento. O projeto é a realização de um sonho, que nasceu com o objetivo de gerar resultados concretos para nossas famílias e para a comunidade. Estamos no caminho certo e agradecemos à Fundação Abrinq pela confiança e parceria!”
Helena de Jesus, gestora do Grupo Comunitário Semente da Esperança.
Associação Comunitária Campestre
Projeto Adolescentes na Mesma Sintonia

No município de Campestre - AL, a organização desenvolve o projeto Adolescentes na Mesma Sintonia, voltado a 100 crianças e adolescentes de 7 a 18 anos. O contexto local é marcado por situações recorrentes de violência física, doméstica e familiar, além da fragilidade do Sistema de Garantia de Direitos para identificação e encaminhamento dos casos de violência contra crianças e adolescentes.
A iniciativa aposta na educomunicação e na participação juvenil como ferramentas de prevenção e conscientização. Entre as atividades previstas estão oficinas de informática, fotografia, comunicação e mediação de leitura, além da criação de uma agência de notícias para produção de conteúdos educativos voltados às plataformas digitais e à rádio comunitária.
Com o apoio da Fundação Abrinq, o projeto realizará seminários sobre violência em parceria com escolas do território, fortalecerá os atendimentos individuais e as visitas domiciliares e ampliará a participação nos espaços de articulação da rede de proteção local.
"A parceria com a Fundação Abrinq fortalece as nossas ações na garantia dos direitos da criança e do adolescente. Atuamos por meio de uma rede ativa no combate à exploração sexual infantojuvenil, ao trabalho infantil e à violência escolar e doméstica."
Buarque Júnior, Gerente de Projetos da Associação Comunitária Campestre
Associação Acolher Macapá
Projeto Campeões de Palafitas

Em Macapá - AP, o projeto Campeões de Palafitas atenderá 200 crianças e adolescentes de 4 a 18 anos residentes em áreas marcadas pela precariedade habitacional, pela desigualdade social e pela limitação do acesso a serviços públicos básicos. O município também enfrenta altos índices de gravidez na adolescência e problemas relacionados à ausência de saneamento básico.
O projeto desenvolve atividades socioeducativas, culturais e esportivas como estratégia de fortalecimento de vínculos e prevenção às violências. As ações incluem oficinas de teatro, dança, informática, esportes e artes marciais, além de rodas de conversa, atendimentos individuais e acompanhamento psicossocial das famílias.
A parceria com a Fundação Abrinq possibilitará a ampliação dos espaços de escuta especializada e do trabalho articulado com a rede de proteção do município, incluindo participação em estudos de caso e fortalecimento dos fluxos de atendimento às situações de violência.
Ação Educacional Claretiana
Projeto Brincar é Direito: Fortalecendo Infâncias e Comunidades
Em Rio Claro - SP, a organização desenvolve um projeto voltado a 200 crianças e adolescentes de 6 a 15 anos residentes em bairros periféricos da região sul do município. O território apresenta vulnerabilidade social, insuficiência de equipamentos públicos de lazer e sobrecarga dos serviços de assistência social e saúde, além da concentração de famílias de baixa renda.
As atividades propostas incluem oficinas temáticas sobre proteção e direitos, rodas de conversa, atendimentos individuais e ações voltadas ao fortalecimento da convivência em grupo. O projeto também incentiva a participação das próprias crianças na construção de registros sobre suas experiências por meio de desenhos, relatos e murais.
Com a parceria com a Fundação Abrinq, a iniciativa ampliará os encontros com as famílias e o acompanhamento por meio de visitas domiciliares, além de fortalecer a atuação conjunta com a rede de proteção local em estudos de caso e ações de acompanhamento das situações identificadas.