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Fundação Abrinq realiza formação sobre saúde mental para organizações da sociedade civil

Fundação Abrinq realiza formação sobre saúde mental para organizações da sociedade civil

No dia 10 de outubro, em alusão ao Dia Mundial da Saúde Mental, a Fundação Abrinq realizou uma formação para organizações da sociedade civil que integram o Programa Adotei um Sorriso. A iniciativa oferece acesso gratuito a serviços de saúde bucal e atendimento psicológico para crianças e adolescentes por meio de profissionais voluntários.

O evento contou com a participação de 60 membros das organizações parceiras do programa e teve como tema central Saúde Mental na Infância e Adolescência. A apresentação foi feita por Amanda Carvalho, psicóloga e voluntária do Programa Adotei um Sorriso. Ela abordou questões cruciais sobre a saúde mental pós-pandemia, destacando a ruptura significativa na rotina, educação, lazer e socialização das crianças e dos adolescentes durante este período desafiador.

A psicóloga também compartilhou informações importantes sobre os sintomas de ansiedade que os professores relatam nos ambientes escolares, refletindo o impacto direto nas vidas dos alunos. Amanda ainda enfatizou as consequências desse cenário e discutiu maneiras de acolher efetivamente crianças e adolescentes nas organizações sociais.

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"Quando uma pessoa enfrenta a ansiedade, tem a tendência de acreditar que o problema é ela mesma. Surge a percepção de fragilidade, a sensação de incapacidade para lidar com as situações. Por isso, a realização de debates em grupo entre os adolescentes se revela de extrema importância. Neste contexto, a pessoa pode constatar que outras também enfrentam desafios similares e que experimentar esses sentimentos não significa fraqueza. O debate em grupo torna-se essencial, proporcionando aos adolescentes a oportunidade de compartilhar como lidam com a situação”, relata a psicóloga.

Um dos pontos altos da formação foi a orientação sobre como as organizações podem oferecer suporte não apenas aos jovens, mas também às suas famílias. Amanda Carvalho destacou a importância de abordar não apenas as necessidades imediatas de saúde mental, mas também de orientar e apoiar as famílias neste processo.

Formações como esta contribuem para melhorar as condições de atendimento às necessidades de saúde mental das crianças e dos adolescentes nas instituições. Afinal, o compromisso contínuo dessas organizações em proporcionar um ambiente acolhedor e de apoio pode ter um impacto significativo no bem-estar emocional e psicológico durante a infância e adolescência.

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